Sindael rejeita proposta de PLR da Acciona e cobra valorização dos trabalhadores

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O Sindael rejeitou a minuta de Acordo de Participação nos Lucros – PLR 2026 apresentada pela Acciona e solicitou uma reunião para discutir uma nova proposta.

Para o Sindicato, o texto encaminhado pela empresa não representa avanço em relação ao acordo anterior e, em alguns pontos, chega a piorar as condições para os trabalhadores.

Um dos principais problemas é a manutenção do teto de apenas 1 salário-base de PLR, mesmo diante da expectativa de crescimento dos resultados da empresa. Na proposta apresentada pelo Sindicato, a entidade defende piso mínimo de 1,5 salário e teto de até 3 salários, vinculados ao atingimento das metas e resultados.

Outro ponto considerado grave é o absenteísmo, que continua representando 50% do peso da PLR. Além disso, a nova minuta agravou as penalizações. Na proposta anterior, até uma falta injustificada não provocava redução da PLR. Agora, até uma falta já representa redução de 50%, enquanto de duas a três faltas a redução chega a 70%.

O Sindael também critica a manutenção dos critérios que vinculam advertências e suspensões à chamada “produtividade”, podendo provocar reduções de até 100% da participação.

A entidade também afirma que a Acciona não incorporou a proposta de criação de uma cláusula de transparência e conferência dos resultados.

O Sindael defende que, antes do pagamento da PLR, a empresa apresente os indicadores utilizados, metas, resultados alcançados, percentuais de cumprimento, pesos, metodologia e memória de cálculo.

Para o Sindicato, não é possível discutir participação nos lucros e resultados sem que os trabalhadores tenham conhecimento dos resultados que estão sendo utilizados para determinar quanto receberão.

Para o presidente do Sindael, Marco Santana, a proposta da empresa não reconhece adequadamente a contribuição dos trabalhadores, segundo ele “Nós não estamos discutindo uma PLR desvinculada de resultado, pelo contrário, queremos que o trabalhador participe mais quando os resultados forem maiores. O que não podemos aceitar é que a empresa cresça, aumente seus resultados e, para o trabalhador, continue valendo praticamente a mesma PLR.”

Sobre a ausência de transparência, Marco Santana reforça que , “estamos falando de participação nos lucros e resultados. O trabalhador precisa saber qual foi o resultado da empresa, quais metas foram atingidas e como chegaram ao valor que ele vai receber. Não estamos pedindo acesso a informações estratégicas da Acciona. Estamos pedindo transparência naquilo que determina a PLR.”

Diante da proposta apresentada pela empresa, o Sindicato solicitou a realização de uma reunião para discutir os pontos da minuta e apresentar novamente suas reivindicações.

Entre os principais pontos defendidos pelo Sindael estão PLR de 1,5 a 3 salários, revisão do peso do absenteísmo, mudança dos critérios ligados à produtividade, transparência na apuração e participação efetiva dos trabalhadores nos resultados da empresa.

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