PPR 2025: Sindael notifica Sanepar e não descarta ação coletiva!

Sindael Marco PPR (Copy)

O Sindael notificou extrajudicialmente a Sanepar cobrando a apresentação imediata dos indicadores, metas atingidas, critérios de cálculo e dados mensais relacionados ao PPR de 2025.

A medida foi adotada após sucessivas cobranças feitas pelo sindicato e diante da permanência do silêncio da Companhia sobre os números do programa, mesmo faltando poucos dias para o mês previsto para pagamento.

Na notificação, o Sindael destaca que a ausência de transparência vem gerando forte insegurança entre os empregados, além de alimentar dúvidas, apreensão e desconfiança.

Embora a Sanepar tenha informado anteriormente que as premissas do ACT permanecem mantidas e que os valores dependem de “validação técnica” e “consolidação financeira”, até agora a Companhia não apresentou os indicadores atingidos nem os dados utilizados na formação do PPR.

O Sindael também aponta que a situação se tornou ainda mais grave diante das novas diretrizes da Norma Regulamentadora nº 1, que passou a incluir expressamente os fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho.

Para o sindicato, a manutenção do atual cenário de incerteza, ausência de diálogo e falta de clareza sobre os critérios do programa vem provocando ansiedade coletiva, desgaste emocional, insegurança financeira e deterioração do clima dentro da Companhia.

Os resultados financeiros da empresa já foram divulgados ao mercado e os acionistas possuem previsibilidade sobre dividendos, enquanto os trabalhadores seguem sem acesso às informações básicas do programa que ajudaram a construir.

Segundo o presidente do Sindael, Marco Santana, a situação ultrapassou o limite do razoável, para ele “não é aceitável que os trabalhadores cheguem praticamente ao mês do pagamento sem conhecer os indicadores, os critérios e os números do próprio programa. Transparência não pode existir apenas para o mercado financeiro enquanto os empregados recebem silêncio, insegurança e ansiedade”, afirmou.

Marco Santana também ressaltou que o sindicato não descarta medidas judiciais caso a Companhia continue sem apresentar os dados. “Os trabalhadores estão cansados de respostas genéricas e informações pela metade. Se a empresa insistir nessa postura, o sindicato adotará todas as medidas judiciais cabíveis, inclusive ação coletiva, para garantir transparência e respeito aos trabalhadores”, declarou.

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