PPR em risco: Sindael e Sindicatos exigem negociação antes que a Sanepar mude as regras para 2027

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Entidades sindicais notificaram a Companhia e exigem transparência e negociação antes da definição dos indicadores que podem impactar os resultados e a participação dos trabalhadores nos lucros.

O Sindael, em conjunto com outras entidades sindicais representativas dos trabalhadores da Sanepar, notificou a Companhia para cobrar a participação dos sindicatos na elaboração e revisão das metas e dos indicadores que poderão influenciar o Programa de Participação nos Resultados (PPR) de 2027.

A preocupação surgiu após informações de que mudanças estão sendo discutidas nos encontros regionais de gerências, sem clareza sobre os critérios que serão adotados e sem a participação das entidades sindicais nesse processo.

Para o presidente do Sindael, Marco Santana, não é aceitável que a Companhia altere regras que afetam diretamente o bolso dos trabalhadores sem abrir espaço para o diálogo.

Para Marco, “não podemos aceitar que a Sanepar defina sozinha as regras que vão determinar quanto o trabalhador receberá de PPR, nós os sindicatos não podem ser chamados apenas depois que as decisões estiverem tomadas. Queremos transparência, afirma.

Metas podem reduzir o valor recebido pelos trabalhadores

O debate não é apenas sobre planejamento interno. Os indicadores, seus pesos e os limites mínimos e máximos de desempenho podem interferir diretamente no cálculo do PPR. No resultado de 2024, por exemplo, o percentual de alcance das metas foi de 91,59%, o que resultou na distribuição de R$ 108,27 milhões.

O valor ficou R$ 9,94 milhões abaixo do montante integral previsto no cálculo, principalmente em razão do desempenho de quatro indicadores: Margem EBITDA, Evasão de Receitas, Perdas por Ligação e Produtividade de Pessoal.

Sindicatos exigem negociação antes da aprovação

O documento encaminhado à Sanepar, solicita que os representantes dos trabalhadores participem de todas as etapas de elaboração, pactuação e revisão das metas setoriais e dos indicadores estratégicos de 2027, antes de sua aprovação pela Companhia.

As entidades também reivindicam a criação de uma comissão paritária, com representantes da empresa e dos trabalhadores, além do acesso aos indicadores atuais e propostos, seus pesos, metodologias de cálculo, séries históricas e cronograma de aprovação. O documento pede ainda um estudo para identificar quais metas estão efetivamente sob influência dos empregados.

O coletivo sindical solicitou resposta da Companhia em até 15 dias, considerando que a revisão do planejamento estratégico e a definição das metas para 2027 estão em andamento.

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