Acciona cresce, mas resultados não chegam aos trabalhadores!

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A Acciona tem planos ambiciosos para o Brasil. Em entrevistas à imprensa especializada, o CEO da empresa no país, André De Angelo, falou sobre a expansão dos negócios, novos projetos de infraestrutura, a entrada no mercado de data centers e as oportunidades de crescimento no saneamento e no setor ferroviário.

Ao NeoFeed, De Angelo afirmou que o Brasil está entre os três mercados prioritários da companhia, ao lado dos Estados Unidos e da Austrália. Já em entrevista à Agência iNFRA, o executivo destacou o bom momento da infraestrutura brasileira e a necessidade de ampliar os investimentos no setor.

O discurso para o mercado aponta para crescimento, novos contratos e expansão das atividades. Na mesa de negociação com os trabalhadores, porém, o cenário é bem menos promissor.

Faltando pouco mais de 60 dias para o encerramento de 2026, a proposta de PLR rejeitada pelo Sindael, segue sem contraproposta. O calendário avança, mas a discussão sobre a participação dos trabalhadores nos resultados continua sem resposta.

O Sindael rejeitou a proposta PLR 2026 apresentada pela Acciona e cobrou uma nova negociação. Não é possível que a empresa amplie lucros e mantenha um mínimo para seus trabalhadores, ignorando completamente a reivindicação de uma participação entre 1,5 e 3 salários, vinculada ao cumprimento das metas e aos resultados alcançados.

Além disso, punições exageradas: Uma única falta injustificada passa a representar uma redução de 50% no pagamento. De duas a três faltas, o corte pode chegar a 70%. Além de não incorporar a cláusula de transparência reivindicada pelo Sindicato.

A pergunta é inevitável: se os trabalhadores são fundamentais para manter as operações, cumprir contratos e alcançar metas, por que a valorização dessa contribuição continua tão limitada na proposta de PLR?

Com a proximidade do fim do ano, a situação é ainda mais preocupante. Os trabalhadores precisam de uma negociação efetiva, não de silêncio.

Para o presidente do Sindael, Marco Santana, não faz sentido discutir o crescimento da empresa sem discutir a participação dos trabalhadores, “nós não estamos discutindo uma PLR desvinculada de resultado, pelo contrário, queremos que o trabalhador participe mais quando os resultados forem maiores. O que não podemos aceitar é que a empresa cresça, aumente seus resultados e, para o trabalhador, continue valendo praticamente a mesma PLR.”

O respeito à legislação, aos direitos trabalhistas, à negociação e à dignidade humana deve fazer parte da conduta de qualquer empresa. Trabalhadores não são apenas números em planilhas, custos operacionais ou instrumentos para atingir metas.

São pessoas que dedicam seu tempo, sua capacidade e seu esforço à atividade da companhia.

É nesse contexto que o Sindael cobra critérios justos para a PLR. Penalizações excessivas, falta de transparência e ausência de resposta às reivindicações não contribuem para uma relação de trabalho equilibrada.

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