Auditoria do TCE-PR confirma denúncias do Sindael: PCCR sem transparência na Sanepar

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A auditoria do Tribunal de Contas do Estado do Paraná no portal da Sanepar não trouxe surpresa para o Sindael, apenas confirmou o que denunciamos há anos: falta transparência onde mais importa.

E essa falta de transparência tem alvo claro: a carreira e o salário dos empregados.

Os pontos mais críticos apontados pelo Tribunal atingem diretamente o coração da valorização dos trabalhadores: a ausência de informações sobre o plano de cargos, funções e salários, a falta de transparência sobre remuneração e a inexistência de uma tabela clara de padrões salariais.

Isso não é detalhe. Isso é grave. Na prática, a Sanepar não deixa claro como funciona a carreira, não apresenta de forma acessível os critérios de evolução e ainda omite informações essenciais no portal de transparência.

O resultado é o que os trabalhadores já conhecem bem: sem informação, não há como confrontar nem cobrar, e é justamente essa falta de transparência que sustenta um PCCR que não dá segurança, não tem regra clara, gera distorções e acabou virando sinônimo de problema e desvalorização.

Segundo o presidente do Sindael, Marco Santana, a situação não é nova e vem sendo cobrada há anos pelo sindicato. “Há muito tempo estamos denunciando, cobrando e dialogando com a empresa. A Sanepar até conversa, mas nada de concreto sai do papel. Enquanto não expõe com clareza o plano de cargos e salários, o trabalhador fica no escuro. E é justamente isso que mantém um PCCR injusto, que não valoriza e não respeita os trabalhadores.”

A auditoria também mostra que não é só na carreira que falta transparência. Há omissões sobre contratos, obras e aplicação de recursos — ou seja, nem o trabalhador nem a sociedade conseguem acompanhar com clareza a gestão da empresa.

Tudo isso tem só um objetivo: Dificultar a organização dos trabalhadores e enfraquecer a fiscalização.

O sindicato cobra que as recomendações do Tribunal de Contas do Estado do Paraná sejam cumpridas com urgência, e defende que o Ministério Público do Trabalho do Paraná atue para apurar os impactos dessa falta de transparência sobre os trabalhadores.

“Não é só um simples problema de site. É um problema que atinge salário, crescimento e dignidade. O PCCR só continua desse jeito porque não há transparência. Isso precisa mudar — e precisa ser agora”, reforça Marco Santana.

Porque, enquanto a Sanepar continuar escondendo informações essenciais, o trabalhador seguirá pagando a conta de um sistema injusto, que abre espaço para privilégios e favorecimentos.

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