Banco de Talentos da Sanepar: É bom ou ruim?
Uma dúvida enviada por um trabalhador da Sanepar abriu espaço para um tema importante: afinal, o Banco de Talentos lançado pela companhia é benéfico para os empregados?
A pergunta encaminhada ao Sindael reflete uma preocupação comum entre muitos trabalhadores que desejam entender como a ferramenta poderá impactar suas carreiras e oportunidades dentro da companhia.
Segundo a Sanepar, o Banco de Talentos foi criado para identificar conhecimentos, experiências, competências técnicas e áreas de interesse dos empregados, permitindo que esses profissionais sejam encontrados para participar de projetos, comissões internas e outras oportunidades de atuação. A adesão é voluntária e, de acordo com a empresa, as buscas serão realizadas por critérios técnicos e palavras-chave relacionadas ao perfil de cada trabalhador.
Diante desse cenário, o presidente do Sindael, Marco Santana, explicou que a iniciativa pode representar uma oportunidade para que o empregado dê maior visibilidade à sua trajetória profissional. Para ele “é uma ótima maneira de melhorar e ampliar o currículo. Funciona como um cadastro profissional que evidencia as competências do trabalhador. Assim, quando surgir uma oportunidade para atuar em comissões internas ou outras frentes, a Sanepar poderá identificar quem possui a capacitação necessária para determinada função. Muitas empresas privadas já utilizam esse modelo para promover e aproveitar melhor seus profissionais”, afirmou.
Marco Santana destacou ainda que, até o momento, o Sindicato não identifica prejuízos para os trabalhadores que optarem por participar, “não vemos nenhum impedimento em alimentar esse banco para fortalecer o currículo profissional. entendemos que pode ser uma ferramenta útil para valorizar quem investe em qualificação e permitir que esse conhecimento seja reconhecido pela empresa.”
O Sindael reforça, no entanto, que continuará acompanhando a aplicação da ferramenta para garantir que qualquer processo relacionado ao Banco de Talentos seja conduzido com transparência, critérios técnicos e respeito aos direitos dos trabalhadores.
Ainda segundo Marco, o sindicato irá cobrar da empresa que a evolução e a utilização do Banco de Talentos sejam de fato para garantir que a ferramenta cumpra seu propósito de valorizar competências e ampliar oportunidades, sem criar distorções ou tratamentos desiguais entre os empregados.
O Sindicato entende que qualquer mecanismo de desenvolvimento profissional deve ser pautado pela transparência, critérios objetivos e igualdade de condições.
A participação no sistema permanece facultativa, cabendo a cada empregado avaliar se deseja cadastrar suas competências, experiências e interesses profissionais para futuras oportunidades dentro da Sanepar.
Caso sejam identificados indícios de favorecimento ou prejuízo aos direitos dos trabalhadores, o Sindael buscará os esclarecimentos e providências cabíveis junto à empresa.



