PLR ACCIONA: O ESG precisa chegar ao bolso!
O primeiro ACT firmado com a ACCIONA marca um passo importante: é o começo de uma relação continua de negociação. Mesmo sem ser, ainda, o acordo “dos sonhos”, ele abre uma porta que não pode mais ser fechada: a de avançar, ponto a ponto, até um ACT digno, justo e compatível com a realidade de uma grande empresa que se apresenta ao mundo como referência em sustentabilidade.
E é exatamente aí que entra a PLR Participação nos Lucros e Resultados. PLR não é “bônus de gentileza”. É reconhecimento objetivo de quem entrega resultado no dia a dia: metas, produtividade, qualidade, segurança, continuidade do serviço e atendimento à população.
Na prática, a PLR significa:
- Valorização real (além do reajuste anual).
- Justiça: se a empresa cresce, quem sustenta a operação também precisa participar.
- Compromisso com metas sem transformar cobrança em exploração: metas claras, critérios transparentes e negociação coletiva.
A ACCIONA está entre as 100 empresas mais sustentáveis do mundo no ranking “2025 Global 100 Most Sustainable Corporations”, publicado durante o World Economic Forum em Davos.
Esse ranking (da Corporate Knights) se baseia numa avaliação ampla de empresas listadas, com receita acima de US$ 1 bilhão, analisando indicadores ligados a impacto econômico, ambiental, social e governança.
Isso é relevante, sim. Mas a pergunta que precisa ser feita é direta: Qual é o impacto disso na vida do trabalhador?
Porque ESG — “Environmental, Social and Governance” — é, justamente, um conjunto de critérios para medir o impacto ambiental e social e a forma como a empresa é governada. Ou seja: se a empresa se posiciona como ESG, o “S” (Social) não pode ficar só no relatório. Tem que aparecer onde dói e onde importa:
- condições de trabalho,
- segurança e saúde,
- valorização,
- perspectivas,
- e participação nos resultados.
Se não impactar a realidade de quem está na operação, o ESG vira apenas discurso — “ESG no papel”, não na prática.
PLR é “S” de Social na prática: Em empresas grandes, com discurso de sustentabilidade e governança moderna, a PLR é um instrumento concreto para: reconhecer esforço e dedicação, reduzir sensação de injustiça e alinhar resultado corporativo com dignidade no chão da operação.
O saneamento exige responsabilidade, rotina pesada, riscos e cobrança. Quem mantém o serviço funcionando não pode ser tratado como “custo” enquanto a empresa vira “case” de sustentabilidade.
O Sindael deixa claro: o primeiro ACT foi o início — não o fim. Agora é hora de construir avanços reais, e a PLR está entre as prioridades da luta sindical para tornar o acordo mais completo, justo e coerente com o porte e os compromissos públicos da empresa.
Como afirma o presidente Marco Santana, a meta é brigar por um ACT digno, com direitos que acompanhem a realidade de uma grande empresa e com práticas que façam sentido para quem trabalha, não apenas para quem avalia a empresa de fora.
PLR se conquista. E conquista exige unidade! Por isso, o sindicato convoca: unir os empregados, fortalecer a representação e ampliar a participação da categoria. Filie-se ao sindicato, participe das assembleias, traga sua realidade, suas demandas e sua voz.
Sustentabilidade de verdade é quando a empresa é excelente para o planeta e justa com as pessoas, principalmente para quem trabalha nela.



