Nota: Falta lealdade e honestidade na gestão da Sanepar
O Sindael vem a público manifestar sua profunda indignação com a postura da diretoria e Comissão de Relação Sindical da Sanepar. O que assistimos neste início de 2026 é um exemplo deplorável de como a falta de ética e de respeito pode destruir a relação entre empresa e trabalhadores.
Sabemos que o Acordo Coletivo de Trabalho vigente prevê a possibilidade de encerramento do teletrabalho por decisão unilateral da Companhia. O que está em jogo aqui, porém, não é apenas a cláusula do ACT, mas a lealdade e a honestidade nas relações.
No apagar das luzes de 2025, diversos trabalhadores da Sanepar foram surpreendidos por um e-mail com o seguinte teor: “Informamos que, por decisão gerencial, todos os empregados que atualmente possuem Termo aditivo de trabalho e exercem suas atividades em regime de teletrabalho, deverão retornar ao trabalho presencial.”
Quando circularam boatos em junho de 2025, sobre o mesmo tema, o Sindael, agindo com a boa-fé e responsabilidade que se espera de parceiros, procurou a Sanepar para apurar a verdade. Naquela ocasião, a empresa negou o fim do teletrabalho.
A Sanepar faltou com a verdade. Pessoas honestas e gestores que respeitam seus pares não agem pelas costas. Se havia a decisão de encerrar o regime, o mínimo que se esperava era que o Sindicato fosse comunicado previamente, em respeito à transparência que sempre pautou nossas relações.
Ao escolher o dia 23 de dezembro para disparar os e-mails de convocação de empregados, a Sanepar não agiu com gestão, agiu com estratégia de emboscada. Aproveitou-se do recesso e das festas de fim de ano para evitar o diálogo.
Para piorar a situação, a empresa tenta enganar o trabalhador ao informar o prazo de retorno como sendo de “até 15 dias”. Reafirmamos: O ACT estabelece um prazo MÍNIMO de 15 dias corridos. A tentativa de encurtar esse período por meio de um e-mail com redação tendenciosa é uma manobra baixa para pressionar quem já está sendo prejudicado pela falta de planejamento da própria Companhia.
O Sindael não faz ingerência na administração da Companhia, mas exige respeito.
Não fomos informados de nada, fomos pegos de surpresa como qualquer um, o que nos faz questionar a credibilidade de qualquer resposta futura que venha desta gestão.
Não aceitaremos ser tratados com desdém.
A confiança foi quebrada pela própria Sanepar.



