Coletivo Sindical debate PCCR, FUSAN e demissões – Sindael reforça: Há anos estamos alertando!
Não é de hoje que o Sindael vem soando o alarme. Durante anos, produzimos matérias, notificações e denúncias escancarando a gestão desastrosa que, mais cedo ou mais tarde, assombraria a paz e o bolso dos saneparianos.
E nesta última quinta-feira, essa dura realidade foi o centro do debate em mais uma reunião presencial do Coletivo Sindical, que uniu o Sindael a diversas outras entidades (SAEMAC, SINDAEN, STAEMCP, SIQUIM-PR, SINAEP, SINTEC-PR, SINSEPAR, SINDECON, SINPROPAR e SENGE-PR) para enfrentar os ataques aos trabalhadores da Sanepar.
No topo das urgências debatidas estão os descontos relacionados à equalização da FUSAN. Para o Sindael, o que acontece hoje não é novidade, é o retrato de uma tragédia anunciada.
Desde 2022, alertamos incansavelmente sobre as manobras para jogar a conta da má administração no colo do trabalhador. Denunciamos primeiro o rombo de R$ 81,2 milhões e, mais recentemente, o escândalo do novo buraco de R$ 83,7 milhões.
Nossos avisos de que a gestão tratava os investimentos como um “cassino” e de que a conta recairia sobre os salários até 2038, infelizmente, se confirmaram. O desconto de equalização que pautou a reunião de quarta-feira é o preço exato da irresponsabilidade e da falta de transparência que tanto combatemos no passado!
A desculpa da Fundação para justificar o rombo tenta mascarar a realidade de quem paga a conta. Alegando perdas com baixas taxas de juros no passado, a gestão da Fusan consolidou um prejuízo amargo de R$ 83 milhões. A fatura, referendada pelas regras da Previc, foi dividida ao meio: 50% para a Sanepar e 50% atirados nas costas dos aposentados e pensionistas.
O resultado prático dessa matemática perversa é um desconto cruel de 15% nos benefícios, uma verdadeira sangria no orçamento familiar programada para durar intermináveis 14 anos. Embora a diretoria tente amenizar o desastre com a promessa de que a alta atual da taxa de juros poderá antecipar a recuperação desse buraco para um prazo de três anos, o fato inegável é que, hoje, quem sofre o confisco imediato e amarga os erros dessa gestão é o trabalhador.
Além do ataque aos contracheques, o encontro das lideranças sindicais também enfrentou o avanço das recentes demissões na empresa e o clima de caos e insegurança gerado pelos desdobramentos do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração – PCCR.
A falta de clareza na implementação dos avanços de carreira tem causado tanta confusão que a procura por orientação nos sindicatos explodiu nos últimos dias. Sobre isso, a posição do Coletivo Sindical é irredutível: o ciclo do PCCR, especialmente o processo referente a 2026, precisa de uniformidade imediata.
É inaceitável que os critérios não sejam aplicados com total transparência e isonomia em toda a empresa. Sem padronização, não há segurança jurídica e destrói-se o tratamento igualitário que é direito de todo trabalhador.
O presidente do Sindael, Marco Santana, ao avaliar o cenário atual e a postura combativa do sindicato, disse que: “Infelizmente, tudo o que o trabalhador está sofrendo hoje na pele e no bolso, nós do Sindael já vínhamos denunciando de forma muito dura há anos. Alertamos quando esconderam os dados financeiros, alertamos sobre o sucateamento do SaneSaúde e alertamos o tempo todo que os sucessivos rombos milionários da FUSAN iam estourar na conta do trabalhador. A conta chegou. Mas não vamos abaixar a cabeça nem aceitar que a empresa continue tratando nossa categoria com esse descaso, seja nas demissões ou na bagunça do PCCR. O Coletivo está unido e forte para cobrar respeito!”
As entidades reafirmam que a atuação conjunta será implacável. O Coletivo Sindical vai cobrar da empresa os esclarecimentos necessários e barrar qualquer desrespeito aos acordos coletivos e normas internas.
O Sindael reforça: trabalhador, não fique na dúvida nem sofra calado. Se tiver questionamentos sobre o PCCR, descontos da FUSAN ou qualquer violação de direitos, procure o seu Sindicato imediatamente!



