Sanepar: Avaliações do PCCR mantêm modelo criticado pelos trabalhadores
O Sindael alerta os trabalhadores e trabalhadoras sobre o início do novo ciclo de avaliações do PCCR Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração, que, mais uma vez, ocorre sem qualquer mudança no modelo adotado pela empresa.
Apesar das discussões realizadas durante as negociações do ACT, a empresa foi enfática ao afirmar que o sistema de avaliação permanece o mesmo, ignorando as diversas críticas e propostas apresentadas pelo sindicato ao longo dos últimos meses.
Um dos principais problemas apontados pelos trabalhadores é a forma como as avaliações são aplicadas dentro das equipes. Mesmo quando há profissionais com desempenho semelhante, o sistema impede que todos recebam nota máxima, criando uma competição artificial e injusta dentro dos setores.
Essa lógica tem provocado desmotivação generalizada, sensação de desvalorização, fragmentação das equipes e um ambiente de trabalho mais tenso e desigual
Outro ponto crítico é a desconexão entre o que é avaliado e o que realmente é executado no dia a dia.
Há casos em que trabalhadores são avaliados por atividades que não exercem há anos, ou sistemas que apresentam dezenas de códigos de funções (em alguns casos mais de 70), obrigando o avaliador a escolher itens que não correspondem à realidade, ou ainda profissionais da área administrativa são avaliados com base em critérios incompatíveis com suas funções
Esse cenário compromete totalmente a credibilidade do processo, e piora ainda quando se trata da área operacional, especialmente entre trabalhadores que atuam diretamente no tratamento de água.
Esses profissionais lidam diariamente com responsabilidade sobre a saúde pública, abastecimento de hospitais, escolas e famílias e situações críticas, como alta turbidez da água
Mesmo diante desse nível de responsabilidade técnica e social, as avaliações não refletem a complexidade do trabalho desempenhado, resultando em notas muitas vezes incompatíveis com a realidade.
A estrutura de progressão na carreira também é alvo de críticas. O modelo atual divide os trabalhadores em níveis e impõe barreiras baseadas nas avaliações o que torna extremamente difícil alcançar os níveis mais altos
Na prática, o topo da carreira operacional (nível III, padrão 66) pode levar décadas para ser atingido — e, em muitos casos, não é alcançado devido às notas atribuídas no processo avaliativo.
O Sindael reforça que não aceita um modelo que desvaloriza, adoece e divide a categoria. O sindicato já apresentou propostas concretas para reformulação do sistema, mas, até o momento, não houve avanço por parte da empresa.
É fundamental que os trabalhadores registrem suas insatisfações, procurem o sindicato e acimad e tudo relatem inconsistências nas avaliações
O Sindael seguirá acompanhando o processo de avaliações e cobrando mudanças efetivas, pois um plano de carreira deve valorizar, reconhecer e incentivar os trabalhadores — não gerar injustiça, adoecimento e divisão.



